Começos, Cultura e Conexões de Fevereiro
27 de fevereiro de 2026 · PFSA: Direito em Miúdos


Na edição de fevereiro
Relato: a jovem advocacia e a descoberta do seu verso
Organizar para sustentar: o papel da controladoria jurídica na segurança e no clima organizacional
Evento do mês: Encontro CONJUR | CBIC no Rio de Janeiro
Conheça a nossa equipe: Dr. Natan Pinheiro Filho
Para você que tem apenas um golinho de café

Existem muitas razões pelas quais alguém escolhe advogar. Alguns sentem, desde cedo, uma vocação clara. Para outros, a advocacia surge como uma alternativa no meio da jornada — menos como uma decisão planejada e mais como algo que simplesmente acontece.
Seja como projeto de longo prazo, experiência passageira ou até um “ponto de interrogação”, o fato é que, se você permitir, o exercício da advocacia tem o poder de engrandecer quem a vive.
Para mim, a escolha não foi fruto de premeditação — ela apenas ocorreu. E, quanto mais imersa estou na profissão, mais me convenço de que a advocacia possui uma forma singular de extrair o melhor de nós. Mas, para isso, é preciso ajustar a perspectiva diante da tensão, da ansiedade e do entusiasmo próprios do início da carreira.
É comum que jovens advogados enfrentem inseguranças: conhecimento técnico ainda limitado, sensação de preparo insuficiente, dúvidas sobre vocação. Essas inquietações são naturais. No entanto, ser advogado vai muito além de dominar leis e processos.
Vivemos em uma era de informação abundante e acessível. O conhecimento técnico está à disposição de todos, mas nem todos se destacam. O diferencial não está apenas no saber, mas na forma como ele é colocado a serviço de algo maior.
Como ensina Luís Roberto Barroso:
“O Direito é ciência. O Direito é técnica. (…) Mas é preciso ter convicções límpidas e colocar o conhecimento a serviço das causas em que se acredita. É preciso ter paixão e compaixão.”
A capacitação técnica é indispensável. Contudo, antes de tudo, ser advogado é ser humano. É preparar o “solo”, suas bases interiores, para que o conhecimento cresça com direção e propósito.
Reconhecimento, resultados e avanços financeiros têm valor. Mas as carreiras mais sólidas e satisfatórias se constroem próximas de um propósito maior e de atributos inegociáveis. Entre eles, destaco a humildade. Advogar é ser aprendiz permanente. Quanto mais crescemos, mais percebemos o quanto ainda não sabemos.
Assumir isso pode doer, mas transforma erros em aprendizado. Adote a mentalidade: “eu não sei, mas posso aprender”. Peça ajuda. Seja resiliente. Cultive curiosidade.
Além disso, seja excelente com o que já sabe. Seja paciente: a consistência vence pressa. Seja corajoso: o início pede exposição. Não é a fase de ter todas as respostas, mas de experimentar, testar e descobrir seus caminhos.
Por fim, recordo a reflexão eternizada no filme Dead Poets Society, inspirado na poesia de Walt Whitman:
“Que a poderosa peça continua e você pode contribuir com um verso.”
No meio dessa jornada você encontrará sua forma própria de advogar e deixará sua identidade impressa no mundo. Que, mesmo em meio às dúvidas e exigências, você conserve a paixão pelo que faz e descubra qual será o seu verso.

Quando falamos em controladoria jurídica, muitas pessoas ainda ligam o tema apenas ao controle de prazos ou ao uso de sistemas. Embora esses elementos façam parte da nossa rotina, a controladoria vai muito além disso. Ela é, essencialmente, uma estrutura de organização do trabalho jurídico, não uma função administrativa, criada para dar previsibilidade, segurança e coerência à atuação do escritório ou departamento jurídico.
Na prática, a controladoria jurídica organiza fluxos, padroniza procedimentos e acompanha a execução das demandas, de forma a dar o subsídio organizacional para que tudo aconteça da melhor forma possível. Esse cuidado estrutural permite que o trabalho jurídico deixe de ser reativo, ou seja, sempre “apagando incêndios”, e passe a ser conduzido com método e estratégia. Para o cliente, isso se traduz em mais confiança; para o escritório, em consistência e profissionalismo.
Um dos reflexos mais importantes dessa organização é a chamada segurança operacional. Processos claros reduzem falhas, evitam perdas de prazo, minimizam retrabalho e protegem a reputação do escritório. Não se trata de limitar a autonomia técnica do advogado, mas de criar um ambiente seguro para que ele possa exercer a advocacia com foco, clareza e respaldo institucional.
Essa segurança, no entanto, não é apenas técnica, mas também humana. A ausência de organização gera insegurança silenciosa nas equipes. A controladoria atua justamente nesse ponto, oferecendo clareza sobre o que deve ser feito, quando e por quem, tornando o trabalho mais justo e previsível.
É nesse contexto que a controladoria jurídica impacta diretamente no clima organizacional, um tema gosto muito de abordar. Um ambiente saudável não nasce de discursos motivacionais, mas de rotinas bem definidas, comunicação objetiva e expectativas alinhadas. Quando as pessoas sabem onde estão inseridas, como funcionam os fluxos e quais são os critérios, o trabalho se torna mais leve, colaborativo e sustentável.
É poder respirar em paz no domingo a noite, pois a segunda-feira já não é mais um fardo.
No fim, a controladoria jurídica cumpre um papel silencioso, mas essencial: ela protege o operacional e cuida das pessoas. Organizar, nesse sentido, não é burocratizar, é criar bases sólidas para que o Direito seja exercido com responsabilidade, segurança e respeito a todos que fazem parte do processo.

Evento do mês: Encontro CONJUR | CBIC no Rio de Janeiro
No dia 06 de fevereiro de 2026, aconteceu a 44ª Reunião Ordinária do CONJUR | CBIC, na ADEMI-RJ (Rio de Janeiro), reunindo conselheiros e participantes de diversas entidades do setor para discutir temas jurídicos estratégicos da construção e do mercado imobiliário. A programação contemplou desde a abertura até debates técnicos e institucionais de grande relevância para 2026, em um ambiente de alinhamento entre as entidades representativas.
De forma geral, o evento teve como foco a atualização de pautas sensíveis ao setor, além de novas propostas e discussões pertinentes à Construção Civil. Também foram debatidos encaminhamentos institucionais, estratégias jurídicas e atuação coordenada entre as entidades para enfrentamento de questões tributárias e jurisprudenciais.
O nosso sócio administrador da Pinheiro Filho Sociedade de Advogados, Dr. Natan Pinheiro Filho, participou da reunião e das discussões em assuntos gerais, inclusive em temas relevantes ao setor, reforçando a representatividade e a participação ativa do Piauí nos debates do CONJUR, momento em que foi nomeado Coordenador da Comissão Nacional de Direito Imobiliário e Ambiental da CBIC. Ao final, a reunião foi encerrada com a definição de frentes temáticas de trabalho para 2026 e a consolidação de uma agenda institucional de continuidade.

Conheça a nossa equipe
Dr. Natan Pinheiro FilhoO Dr. Natan é daqueles nomes que, por aqui, a gente não fala só com o respeito que a profissão exige, fala também com o carinho que a convivência constrói. Alegre por natureza e orientador por escolha, ele tem um jeito muito próprio de transformar desafios em caminho e conduzir na direção certa com leveza. Na prática, é a pessoa que faz o “vamos por aqui” soar possível, mesmo quando o cenário parece complexo.
Fora dos autos e das reuniões, a vida dele é movida por duas forças que dão sentido a tudo: a família e a presença. Pai da Olívia e do Isaac, esposo da Nelcia, tio, irmão, filho e amigo, ele carrega no olhar aquele orgulho manso de quem sabe que as melhores vitórias, muitas vezes, acontecem no cotidiano, no riso de casa, no conselho dado com paciência, no tempo compartilhado. E essa forma de viver, tão inteira, aparece também no modo como ele se relaciona com as pessoas aqui no escritório.
No dia a dia, quem convive percebe um traço divertido e muito humano: a mente dele está quase sempre alguns (muitos) passos à frente, conectando pontos, puxando ideias, lembrando de algo importante no meio do caminho, às vezes com aquela pausa rápida, como quem “volta” só para pegar o fio da meada e seguir ainda melhor. É um jeito inquieto, criativo e cheio de energia, que deixa as conversas mais leves e as soluções mais inventivas. No “Conheça a nossa equipe” deste mês, apresentar o Dr. Natan é apresentar alguém que combina liderança com humanidade: orienta sem impor, acolhe sem perder o foco e incentiva sem esquecer que cada pessoa tem seu próprio ritmo de crescimento.

Fevereiro foi curto no calendário, mas por aqui pareceu que durou “uns 3 dias” e ao mesmo tempo coube um mês inteiro de entrega, sabe? 😅
No nosso resumo em miúdos, a edição começou com o relato da Dra. Caroline Fortes, lembrando que nem todo mundo escolhe a advocacia com certeza absoluta: às vezes ela simplesmente acontece. E tudo bem. O recado foi direto ao coração de quem está começando (ou recomeçando): a técnica importa, mas o que sustenta mesmo é propósito, humildade e a coragem de aprender em público. Em um mundo onde informação é abundante, o diferencial está em como você coloca o conhecimento a serviço de algo maior, com paixão, compaixão e consistência, construindo seu “verso” na jornada.
Nessa edição também trouxemos a Dra. Andressa Avelino com um tema que dá base para tudo funcionar: controladoria jurídica como estrutura que organiza para sustentar, não só prazos e sistemas, mas fluxo, padrão, previsibilidade e segurança operacional. Quando o trabalho deixa de ser “apagar incêndio” e passa a ter método, ganha o cliente, ganha o escritório e, principalmente, ganha a equipe: menos retrabalho, menos insegurança silenciosa, mais clareza sobre o que fazer, quando e por quem (e aquele raro privilégio de respirar em paz no domingo à noite).
No mês, ainda tivemos o destaque institucional do Dr. Natan Pinheiro no CONJUR | CBIC (06/02/2026, RJ), onde participou das discussões e foi nomeado Coordenador da Comissão Nacional de Direito Imobiliário e Ambiental e, no “Conheça nossa equipe”, apresentamos o Natan do dia a dia: alegre, orientador, família no centro e uma mente inquieta que conecta ideias rápido e deixa tudo mais leve. Fechamos com o nosso convite de sempre: voltar ao essencial (clareza, método e consistência) sem perder o novo que já está transformando o jurídico e abrir espaço para a jovem advocacia crescer com visão, tecnologia e protagonismo.
Finalizando mais uma edição da nossa newsletter
Para encerrar, fica o convite: em meio a rotinas cheias, prazos corridos e decisões que não admitem improviso, vale a pena voltar ao essencial: clareza, método e consistência, sem perder de vista o novo que já está transformando o jurídico. A Direito em Miúdos é esse encontro entre tradição e inovação: apoiar a gestão e o contencioso com mais estratégia, e, ao mesmo tempo, abrir espaço para a jovem advocacia construir caminhos com mais visão, tecnologia e protagonismo.
Obrigada por nos acompanhar até aqui. Se estes conteúdos fizeram sentido para você, compartilhe com alguém e conte pra gente quais temas você quer ver nas próximas edições.