Direito em Miúdos: vamos começar por aqui

30 de janeiro de 2026 · PFSA: Direito em Miúdos

“Grandes resultados nascem do essencial” nos lembra que a excelência não está no excesso, mas na clareza. Quando focamos no que realmente importa — processos bem definidos, decisões conscientes e prioridades alinhadas — criamos bases sólidas para crescer de forma consistente. O essencial elimina ruídos, otimiza esforços e transforma intenção em resultado. É nele que a estratégia ganha força e o desempenho se torna sustentável.

Para a nossa primeira edição…

· Nota Editorial: por que o desenvolvimento do Piauí passa pelas empresas e pela advocacia· Direito Tributário: quando pagar o tributo já não basta· Abertura do ano PFSA· Quem faz tudo acontecer: conheça a nossa equipe· Para você que tem apenas um golinho de café· O que o futuro nos reserva


Por que o desenvolvimento do Piauí passa pelas empresas — e pela advocacia

Natan Pinheiro de Araújo Filho

Segundo o Cenário Macroeconômico Estadual, publicado pelo Banco do Nordeste, o Piauí respondeu, em 2025, por apenas 5,2% do Produto Interno Bruto do Nordeste, posicionando-se à frente somente de Sergipe. No cenário nacional, o estado representa cerca de 0,5% do PIB brasileiro, evidenciando sua baixa participação relativa na economia do país.

Esses números ajudam a compreender um problema que vai além das estatísticas: a dificuldade estrutural do estado em absorver e reter profissionais qualificados. É comum que talentos formados localmente migrem para outros centros em busca de oportunidades mais estruturadas. O resultado é um paradoxo conhecido: investimos na formação, mas exportamos capital humano.

Fotografia: Unsplash

A esse cenário soma-se um fenômeno cada vez mais perceptível: o adoecimento mental de profissionais, pressionados pela escassez de alternativas de carreira, pela instabilidade econômica e por condições locais que impactam diretamente a qualidade de vida. Trata-se de uma realidade que já ultrapassa o campo individual e exige reflexão institucional.

A advocacia está inserida nesse contexto e carrega responsabilidades próprias. Em estados marcados por desigualdades estruturais e forte dependência institucional, o papel do advogado — especialmente na advocacia empresarial — torna-se estratégico. Estruturar empresas, organizar sucessões, antecipar riscos, qualificar decisões e fortalecer a governança não são apenas serviços jurídicos: são instrumentos de desenvolvimento econômico.

Nesse sentido, a advocacia empresarial atua como agente de estabilidade, planejamento e maturidade institucional, contribuindo para ambientes econômicos mais saudáveis, capazes de gerar empregos, reter talentos e fortalecer o mercado local.

Para além da prestação de serviços jurídicos, os escritórios de advocacia exercem função social relevante como espaços de formação profissional e construção de cultura institucional. Ao investir em formação contínua, governança e amadurecimento técnico, contribuem para a retenção de talentos e a ampliação de oportunidades no estado.

Para isso, a advocacia precisa se reconciliar com sua função pública, ainda que exercida no âmbito privado: atuar como mediadora legítima entre interesses empresariais e o interesse coletivo, com técnica, transparência e compromisso com o desenvolvimento local.

Fortalecer a advocacia local, qualificar instituições e criar ambientes de formação e oportunidade não é apenas uma escolha profissional. É um compromisso com a construção de um Piauí mais justo, sólido e capaz de oferecer razões concretas para que seus talentos escolham ficar e crescer aqui.


Quando pagar o tributo já não basta: o novo risco penal no Código de Defesa do Contribuinte

Morgana Cavalcante de Carvalho

A promulgação do Código de Defesa do Contribuinte foi recebida, em muitos círculos, como um sinal de amadurecimento da relação entre Fisco e contribuinte. Um marco civilizatório, diriam alguns. Mais equilíbrio, mais previsibilidade, mais segurança jurídica.

Mas toda norma que se anuncia como protetiva merece ser lida com cuidado, sobretudo nos seus silêncios e exceções. E é exatamente aí que reside um dos pontos mais disruptivos da Lei Complementar nº 225/2026: a alteração da lógica penal aplicada aos crimes tributários quando se está diante do chamado devedor contumaz.

Os artigos 49 a 54 da LC 225/2026 vedaram expressamente a extinção da punibilidade pelo pagamento do tributo para o devedor contumaz inscrito no Cadin, ainda que o débito venha a ser quitado ou parcelado posteriormente. A vedação alcança crimes previstos na Lei nº 8.137/1990 e delitos previdenciários. Mesmo que o contribuinte deixe de ostentar a condição de contumaz no futuro, a restrição permanece em relação aos fatos praticados durante o período de contumácia.

“Aqui, é preciso fazer uma pausa.

Não escrevo como penalista. Escrevo como tributarista, acostumada a lidar com a forma como o sistema tributário brasileiro, historicamente, construiu seus próprios mecanismos de estímulo à adimplência”

Durante décadas, o processo penal tributário funcionou, na prática, como instrumento de política arrecadatória indireta. O pagamento ou parcelamento do débito não apenas regularizava a situação fiscal, como também extinguia a punibilidade. O recado era claro: regularize-se, e o sistema se recompõe.

Com a LC 225/2026, esse arranjo é rompido. O pagamento deixa de ser estratégia de saída da esfera penal e passa a ser apenas uma obrigação. O processo criminal deixa de ser reversível. O risco deixa de ser negociável.

Sob a ótica da gestão empresarial, isso exige uma revisão profunda de premissas. A ideia de que “no limite, paga-se” perde completamente o sentido quando o pagamento já não recompõe a esfera penal.

Há uma inflexão clara de política legislativa. O Estado sinaliza que determinados comportamentos não serão mais tolerados como parte do jogo econômico, ainda que o crédito venha a ser satisfeito. Concorde-se ou não, o ambiente de risco foi profundamente alterado.

O paradoxo é evidente: em um Código que nasce sob o discurso da defesa do contribuinte, surge uma das mais duras mudanças já vistas na relação entre inadimplemento tributário e persecução penal.

O Código de Defesa do Contribuinte não inaugura apenas garantias. Ele inaugura, também, um novo desenho de riscos — cuja compreensão hoje é questão de estratégia, não apenas de técnica jurídica.


Evento do Mês: Janeiro

Abertura do Ano PFSAArielly Vitória Dantas Peres da SilvaFotografia: Arthur Moreira

Neste mês, realizamos o nosso evento de abertura do ano, um momento pensado para reunir toda a equipe, fortalecer o alinhamento institucional e nos preparar para os desafios e oportunidades de 2026.

A abertura foi conduzida pelo Dr. Natan Pinheiro Filho, que reforçou a importância de focar no essencial e agir com consistência para alcançar grandes resultados. As metas do ano, apresentadas pela Dra. Morgana Carvalho, trouxeram clareza sobre quem somos e para onde estamos caminhando.

A Dra. Thaís Mascarenhas compartilhou orientações importantes sobre a rotina e a organização do dia a dia, enquanto a Dra. Andressa Avelino apresentou as diretrizes do escritório, com foco em prazos e padronização. Encerrando, a Dra. Arielly Dantas falou sobre o posicionamento do escritório e apresentou as novidades para o novo ano.

Foi dada a largada para um ano de crescimento, aprendizado e dedicação constante aos nossos clientes.


Quem faz tudo acontecer: conheça a nossa equipe

Andressa Mendes da Silveira Avelino

Se os processos andam, os prazos são cumpridos e clientes se sentem seguros, pode apostar: tem gente boa por trás.

Essa é a nossa equipe: diversa, dedicada e cheia de personalidade (no melhor sentido).

Fotografia: Arthur Moreira

Aqui na Pinheiro Filho Sociedade de Advogados, cada profissional tem um papel muito bem definido, mas o que realmente nos une é a forma de trabalhar: responsabilidade, parceria, compromisso com a entrega e uma rotina cheia de interações.

A casa das oito mulheres e (recentemente) 4 homens é composta por:

Dr. Natan Pinheiro Filho — Sócio administradorDe coração imenso e presença indispensável, é sempre requisitado nas reuniões. Seu raciocínio é rápido (às vezes até difícil de acompanhar) e sua postura firme faz dele um verdadeiro baluarte para todos nós.

Dra. Morgana Carvalho — Sócia e advogada tributaristaMãe do Lulu (seu fiel escudeiro de quatro patas), decidida, animada e apaixonada por coisas lindas, especialmente o Natal. A nossa ponte aérea do Piauí com o Amazonas. Une técnica e energia na condução das temáticas tributárias do escritório.

Dra. Arielly Dantas — Coordenadora jurídica e advogadaExtremamente competente, apreciadora de um bom cafezinho e referência em entrega além do esperado. Coordena com responsabilidade e sempre está um passo à frente nas suas conduções.

Dra. Andressa Avelino — Controladoria jurídicaAma estar no controle, adora diretrizes e tudo que é organizado e funcional. É quem garante que os fluxos, prazos e processos estejam alinhados para que o jurídico funcione com eficiência.

Dra. Thaís Mascarenhas — Apoio administrativoDoce, responsável e sempre atenta a todos. É quem sustenta o dia a dia com cuidado, organização e muita sensibilidade.

Dra. Caroline Fortes — Advogada associadaA alegria do “Divertidamente” em pessoa. Decidida, sensível e especialista em negociações, conduz demandas com firmeza e empatia.

Dr. Christopher Alencar — Advogado associadoPrestativo, interessado e com ótimo gosto musical. Recente na equipe, mas já demonstra claramente para o que veio.

Dr. Wladimy Lima — Advogado associadoAtento e comprometido. Busca a informação, aprofunda e executa da melhor forma possível. Também recente na equipe, mas já nos orgulha desde o primeiro momento.

Dra. Ana Izabelle — EstagiáriaJá aprovada na OAB, diligente, prestativa e conhece o perfume de todos nós , detalhe que diz muito sobre sua atenção no dia a dia.

Dra. Beatriz Portela — EstagiáriaSempre com o look impecável, salgadinho na mão e brilhando nas peças tributárias. A verdadeira diva das EPEs.

Dr. Ricardo Medeiros — EstagiárioO segundo mais alto do recinto (replicando o seu mentor). Quieto, observador e sempre atento a tudo ao redor.

Dra. Maria Eugênia — EstagiáriaVem de longe, mas está sempre presente na hora certa. Discreta, dedicada e com feitos incríveis no dia a dia.

Seguimos juntos, construindo um escritório cada vez mais sólido, organizado e preparado para entregar o melhor.


Nesta primeira edição da nossa newsletter, partimos de uma ideia central: grandes resultados nascem do essencial. Falamos sobre desenvolvimento econômico e o papel estratégico da advocacia empresarial no Piauí, refletimos sobre os novos riscos penais no Direito Tributário, demos a largada oficial no ano do escritório com a Abertura do Ano PFSA e apresentamos quem está por trás de tudo isso: a nossa equipe.

Entre análises, alinhamentos e pessoas, esta edição marca o início de um ano guiado por clareza, estratégia e compromisso com o que realmente importa.


Aquilo que o futuro nos reserva

Arielly Vitória Dantas Peres da Silva

E assim nasceu a nossa newsletter.

O nome não veio por acaso. “Em miúdos” é uma expressão cheia de significado: é popular, é Nordeste e é conversa boa. É o nosso jeito de explicar sem rodeio. Porque, no fim das contas, essa newsletter é exatamente isso: um convite.

Por aqui, vamos trazer análises práticas, novidades jurídicas, reflexões sobre o universo empresarial e mais.

A Direito em Miúdos chega todo último dia útil do mês. Nosso encontro já tem data marcada. Então… até breve!

Vamos conversar sobre a empresa

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